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sábado, 9 de outubro de 2010

Projeto articulado pelo Sistema Fiep é finalista do prêmio Planeta Casa

(Foto: Tecverde/FIEP)












Casa modelo construída pela empresa Tecverde utiliza tecnologia trazida ao Brasil pelo Senai Paraná e tem apoio do Conselho Setorial da Indústria de Base Florestal da Federação

Fonte: Imprensa - FIEP

A empresa paranaense Tecverde é uma das finalistas do prêmio Planeta Casa 2010, promovido pela revista Casa Cláudia, da Editora Abril. A casa modelo construída pela companhia, em um projeto que contou com a articulação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), foi uma das três selecionadas entre mais de 300 concorrentes na categoria “Projeto Arquitetônico”.

A casa modelo da Tecverde, empresa que tem sede em Curitiba, foi construída utilizando a tecnologia wood frame, que além de usar madeira certificada de reflorestamento, permite montagem rápida da estrutura e baixa geração de resíduos durante a obra. A tecnologia foi trazida ao Brasil pelo Senai Paraná, após uma missão técnico-empresarial à Alemanha, no ano passado, organizada pela instituição em parceria com o Ministério da Economia da região de Baden-Würtemberg. “Como o setor madeireiro brasileiro é muito dependente do mercado externo, no auge da crise internacional fomos procurar alternativas para aumentar o uso da madeira aqui mesmo no Brasil”, conta o gerente de tecnologia industrial do Senai Paraná, Reinaldo Tockus.

Na Alemanha, o Senai encontrou a empresa Weinmann, que buscava novos mercados para máquinas de beneficiamento de madeira. “Aqui no Paraná, a Tecverde foi a primeira empresa a se interessar pela tecnologia e começamos a desenvolver o projeto”, explica Tockus.

Ainda em 2009, dentro da estrutura do Conselho Setorial da Indústria de Base Florestal da Fiep, foi criada a Comissão Casa Inteligente, reunindo empresários da cadeia produtiva da madeira e da construção civil, pesquisadores, profissionais da área e representantes de sindicatos, associações e universidades. O coordenador do Conselho, Roberto Gava, explica que foram criados grupos de trabalho para debater e encontrar soluções sobre diversos aspectos técnicos que envolviam a utilização do wood frame na construção de casas. “A comissão deu um norte ao projeto e este ano a Tecverde ergueu a sua primeira casa modelo usando a tecnologia”, conta Gava.

Para ele, a indicação do projeto ao Prêmio Planeta Casa é um passo importante no processo de mudança da cultura brasileira em relação a casas que utilizam madeira em sua estrutura. “No Brasil, diversas vezes já se tentou estimular o uso de casas de madeira, mas isso sempre adquiriu sentido pejorativo. Mas em uma casa, a madeira é o único produto totalmente renovável, vinda de áreas de reflorestamento, que contribuem para o sequestro de gás carbônico”, afirma Gava.

Caio Bonatto, diretor da Tecverde, afirma que a indicação ao prêmio Planeta Casa é um reconhecimento pelo foco em sustentabilidade e inovação que a empresa aplicou em todo o projeto. “Diferente de outras casas já feitas no Brasil, que apresentavam soluções sustentáveis pontuais, como um painel para captação de energia solar ou uma cisterna, a nossa tem toda uma nova tecnologia aplicada ao processo de construção”, diz.

Agilidade e custos baixos – O engenheiro Euclésio Manoel Finatti, diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) e coordenador da Comissão Casa Inteligente, concorda que o apelo à sustentabilidade é uma grande vantagem das edificações que utilizam a tecnologia wood frame. “Uma construção com essa tecnologia usa de 15% a 20% de materiais que não agridem a natureza, podendo chegar a até 40%, dependendo do acabamento que se dê à casa”, diz.

Além disso, Finatti explica que, no caso do imóvel modelo erguido pela Tecverde, que tem uma área total de 166 metros quadrados, a obra ficou entre 15% e 20% mais barata do que uma construção normal. “Isso porque foi feito um acabamento de primeira linha”, conta. Outra vantagem, segundo o engenheiro, é a rapidez com que a obra é finalizada. “A casa modelo levou três meses para ficar pronta, desde que os materiais saíram da fábrica até a conclusão. Mas o objetivo é agilizar o processo industrial, fazendo com que uma casa como essa fique pronta em 60 dias, diminuindo ainda mais os custos com mão-de-obra”, afirma Finatti.

Justamente para qualificar o processo industrial, o Senai Paraná deverá especializar técnicos para atuar especificamente com wood frame, revela Reinaldo Tockus. A ideia é que eles possam transferir conhecimento para as empresas interessadas em utilizar a tecnologia. “Acreditamos na viabilidade técnica e econômica do projeto. E a indicação para este prêmio é reflexo de todo o esforço conjunto que está sendo feito para que ele realmente se viabilize”, declara o gerente do Senai.

Leia mais em: Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná - FIEP

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