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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Oficina com educadores no Rio debate proteção a direitos da criança na Internet

(Divulgação)






MPs Federal e Estadual e ONGs SaferNet e Childhood unem-se para alertar sobre riscos na web

Fonte: Lenina Uzêda - SaferNet Brasil

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, comemorado em 18 de maio, será marcado no Rio de Janeiro por uma oficina para educadores sobre os riscos da Internet aos direitos de crianças e adolescentes. A oficina Promovendo o uso responsável e seguro da Internet é uma parceria dos Ministérios Públicos Federal e Estadual do Rio de Janeiro e das ONGs SaferNet Brasil e Childhood Brasil.

A iniciativa, dirigida a mais de 100 educadores das redes pública e particular de ensino, já ocorreu em cidades como São Paulo, Curitiba, Belém, Cuiabá e João Pessoa. Apoiada pelas Secretarias de Educação do Estado e do Município do Rio de Janeiro, a oficina baseia-se numa pesquisa sobre riscos e hábitos online feita pela SaferNet Brasil, com 514 estudantes fluminenses de 10 a 17 anos:

• 64% vão para as Lan Houses acessar a internet;
• 34,13% ficam mais de 3 horas diárias navegando na web;
• suas atividades preferidas são acessar sites de relacionamento (74,12%) e os jogos (51,56%);
• segundo 47%, os pais não impõem limites para a navegação;
• 57,2% se consideram mais habilidosos com a web do que os pais;
• 48% dizem ter mais de 30 amigos virtuais (conhecidos apenas pela Internet);
• 35,31% deles já namoraram ao menos uma vez pela web;
• 16,5% dos alunos admitem já ter publicado fotos suas íntimas na internet;
• 29,77% dos participantes têm um amigo que já sofreu cyberbullying ao menos uma vez.

Os principais riscos incluem o aliciamento online, a difusão de imagens pornográficas de crianças ou jovens (muitas geradas pelas próprias vítimas) e o cyberbullying. “É preciso que educadores e alunos conheçam os riscos e saibam se prevenir”, diz a procuradora da República Neide Cardoso de Oliveira, do MP Federal/RJ. Anna Flora Werneck, coordenadora de programas da Childhood Brasil, concorda: “Ainda estamos aprendendo a usar a Internet com qualidade e segurança. Logo, é imprescindível que pais, educadores e responsáveis acompanhem e supervisionem regularmente o uso da Internet por crianças e adolescentes.

“A internet é um precioso meio de pesquisa e contato da criança/adolescente com o mundo, não deve jamaisser proibida, mas usada com consciência e responsabilidade. Por isso, o Ministério Público tem feito esses tipos de oficinas, para atuar na prevenção, e não somente na repressão de eventuais crimes praticados através da internet”, diz a promotora de Justiça Ana Lúcia Melo.

Segundo a pesquisa, o acesso à internet começa muito cedo (63,69% entre 10 e 13 anos e 26% entre 5 e 9 anos) e sem a orientação de pais e mestres (27,78% aprenderam sozinhos e 21,23% com amigos). Quase 30% nunca buscaram se aprofundar em segurança na internet e boa parte dos alunos deseja aprender isso na escola ou com os pais, mesmo que os adultos não sejam experts em Internet.

Para o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da SaferNet Brasil, o mais importante na proteção online é desenvolver o senso de responsabilidade para crianças e adolescentes, já que as regras precisam estar na consciência dos alunos e não apenas nas máquinas. “O desenvolvimento de um diálogo aberto e permanente sobre os limites e os riscos, tanto com os pais quanto com os educadores, ainda é a melhor tecnologia para garantir a segurança dos pequenos internautas”, afirma Nejm, um dos palestrantes da oficina.

Nética– Uma novidade que vai facilitar a interação dos educadores com a SaferNet é a rede social Nética, criada para fornecer gratuitamente materiais didáticos multimídia aos educadores interessados em abordar temas como ética, cidadania, sexualidade e segurança na web. A Nética permitirá compartilhar materiais educativos, vídeos, fotos, eventos, artigos e pesquisas.

Oficina Promovendo o uso responsável e seguro da Internet

Terça-feira, dia 18/05, das 9h às 18h

Auditório da Procuradoria da República no Rio de Janeiro (Av. Nilo Peçanha, 31/sl. 606 – Centro)

Sobre a atuação do MPF/RJ: Criado em abril de 2006 na Procuradoria da República no Rio de Janeiro, o Grupo de Combate aos Crimes de Divulgação de Pornografia Infanto Juvenil e Racismo pela Internet atua no combate a crimes contra direitos humanos praticados pela Internet, mais especificamente a distribuição de pornografia infantil e os crimes de ódio (racismo, neonazismo, xenofobia, etc).


Sobre a atuação do MPRJ
: Desde 2008, o MPRJ é signatário de um Termo de Cooperação Técnica, Científica e Operacional com a organização não-governamental SaferNet Brasil e o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (NIC.br) − braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) −, para atuar contra os crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados por meio da internet no Brasil. O MPRJ foi, ainda, a primeira entidade estadual do País a ser integrada à Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, criada pela SaferNet e operada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), o Departamento de Polícia Federal e o Disque 100 do Governo Federal. O MPRJ atua na investigação e repressão de crimes contra crianças e adolescentes, inclusive quando praticados com uso da internet, quando não seja de atribuição federal.

Sobre a SaferNet Brasil: A SaferNet Brasil é uma associação civil sem fins lucrativos e econômicos, sem vinculação político- partidária, nem religiosa, nem racial. Criou a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (www.denuncie.org.br) que, desde 2006, oferece o serviço de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento on-line de denúncias anônimas sobre crimes ou violação aos Direitos Humanos praticados por meio da Internet. O serviço é operado em parceria com o MPF, o DPF e o Disk 100 do Governo Federal. Além do combate realiza ações educativas e campanhas de prevenção para efetivar a proteção dos Direitos Humanos online.

Sobre a Childhood Brasil: Braço brasileiro da World Childhood Foundation, criada por S. M. Rainha Silvia da Suécia, a Childhood Brasil foi fundada em 1999 e tem sede em São Paulo. Seu foco de atuação é a proteção da infância contra algumas das piores formas de violência: o abuso e a exploração sexuais. A organização apoia projetos desenvolvidos por outras ONGs em comunidades, fomentando experiências inovadoras de intervenção e contribuindo para o desenvolvimento de organizações de base. Em paralelo, desenvolve programas próprios, de abrangência regional ou nacional. São programas que informam a sociedade, capacitam diferentes profissionais, fortalecem redes de proteção, disseminam conhecimento e influenciam políticas públicas, contribuindo para transformações positivas e duradouras para a causa. Confira o relatório de atividades 2008/2009 no site www.wcf.org.br.

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